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A História do Centro Espírita Seara Fraterna

 

Primeiro de janeiro de 1954. Neste dia, quando era comemorado mais um Dia da Fraternidade Universal, um grupo de amigos reunidos em uma casa na rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, tinha um motivo a mais para comemorar: estava sendo inaugurado, ali, o Grupo Espírita Seara Fraterna.

Genival Xavier de Lima, Antonio de Souza Lucena, Antônio Parreira, José Moraes Ribeiro, Dilson Rocha Nacur, Edson Soares Holmes e Oswaldo Vasconcellos Fontes faziam parte da Mocidade do Centro Espírita Cristófilos, onde começaram a organizar reuniões mediúnicas.

Um dia, em uma reunião na casa de Iza, que viria a ser a esposa de Genival, o espírito Irmã Rita, mãe de Edson Holmes, enviou uma mensagem dizendo que já era hora de aquele grupo fundar um centro espírita. A juventude há algum tempo havia ficado para trás e muitos deles já estavam casados e com filhos.

Foi Irmã Rita quem sugeriu o dia da inauguração e o nome do centro: Seara Fraterna, em homenagem ao Dia da Fraternidade Universal. José de Moraes Ribeiro foi o primeiro presidente, ficando no cargo até 1957.

Dias depois, Genival Lima, em visita ao médium Chico Xavier, pediu ao espírito Emmanuel uma mensagem em relação ao recém inaugurado Seara Fraterna. A resposta de Emmanuel a respeito da missão da nossa instituição foi clara: INSTRUIR E EDUCAR.

Desde então, e até hoje, esses têm sido os objetivos principais das atividades realizadas no Seara Fraterna: instruir e educar.

A sede alugada na rua Voluntários da Pátria funcionou durante apenas três meses. Ficava em uma vila de casas, próxima à estação de bondes, perto do Humaitá, não restando mais vestígios de sua localização.

Dali, o Seara mudou-se para o número onze da rua Mena Barreto, onde ficou por aproximadamente dez anos. Era um casarão bem amplo, com um grande jardim, que abrigava confortavelmente as pessoas que vinham participar das reuniões.

Na sede da rua Mena Barreto eram realizadas reuniões mediúnicas semanais, às sextas-feiras, e reuniões públicas às segundas-feiras. Aos sábados, havia a evangelização de crianças.

Oswaldo Vasconcellos Fontes, um dos fundadores do Seara, iniciou a Campanha do Quilo no Seara Fraterna. Os alimentos recebidos eram enviados, no segundo domingo de cada mês, a instituições como asilos, orfanatos e leprosários. Depois de um tempo, os alimentos passaram a ser distribuídos para famílias cadastradas no Seara.

Foi Oswaldo, também, quem organizou as Visitas Fraternas, que aconteciam no primeiro domingo do mês. Trinta e seis instituições recebiam a visita dos tarefeiros do Seara Fraterna.

Da rua Mena Barreto, a sede do Seara mudou-se para o número cento e setenta e nove da Rua das Laranjeiras, próximo à rua Pinheiro Machado, onde permaneceu até o início das obras para a construção do túnel Santa Bárbara. Várias casas foram desapropriadas e demolidas para a construção do túnel, inclusive a sede alugada pelo Seara Fraterna.

Mas foi ali, naquele prédio que recebeu o carinhoso apelido de Searinha, que o Centro cresceu em número de associados e de reuniões.

A Costurinha da Scheila foi criada em 1968. Antonio Lucena participava de uma reunião mediúnica em Pedro Leopoldo quando um espírito que se apresentou como Scheilla mandou um recado para Deusarina, sua esposa, para que ela convocasse suas amigas para costurarem enxovais para crianças carentes.

Lucena deu o recado à Deusarina, que imediatamente reuniu-se com as amigas para inaugurar a “Costurinha da Scheila” que, no início, funcionava na casa da própria Deusarina e possuía apenas uma máquina de costura. Só em 1982 é que ela passou a funcionar em uma das salas do Seara Fraterna, pois o número de tarefeiras era muito grande para que o trabalho continuasse acontecendo na casa de alguma delas.

Na mesma época foi criada, por Ronaldo e Elaine Tornel, a Reunião de Estudos Mediúnicos, que hoje conhecemos como Ciclo de Estudos Sobre a Mediunidade. Seis meses depois, o casal mudou-se para Juiz de Fora e a coordenação da reunião passou para as mãos de Julio César e Juciema de Sá Roriz, que já participavam das reuniões.

Em julho de 1972, mais uma mudança e o Seara foi transferido, finalmente, para o número vinte e três da rua Bento Lisboa. No início, apenas a parte de cima do prédio foi alugada e embaixo funcionava uma alfaiataria. O presidente do Seara Fraterna era, então, Ederlindo de Sá Roriz.

Dez anos depois, em 1982, foi implantado, o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, o ESDE.

Nesse mesmo ano, no dia 31 de julho de 1982, graças ao esforço de todos os trabalhadores e sócios, o prédio de número vinte e três da rua Bento Lisboa foi finalmente comprado. O Seara Fraterna, agora, tinha a sua sede própria.

Hoje, o C. E. Seara Fraterna, para atender um público de aproximadamente 1500 pessoas, possui um grande número de trabalhadores, distribuídos pelas várias atividades que a casa desenvolve.

 

 

Seara Fraterna
Rua Bento Lisboa, nº 23 - Catete - Rio de Janeiro, RJ - Tel.: (21) 2557-1785